Atendimento particular · Presencial no Água Verde, Curitiba, e on-lineParticular · Curitiba e on-lineAgende pelo WhatsApp →

Preventivo, DNA-HPV e mamografia: quais exames de rotina fazer e quando

O rastreamento do câncer do colo do útero mudou em 2025 com o teste de DNA-HPV. Veja quando fazer o preventivo, o que muda com o novo exame e o que as diretrizes dizem sobre a mamografia.
Dra. Kennya HenriquetaPor Dra. Kennya Henriqueta
Médica Ginecologista · CRM-PR 44.535 · RQE 34.171
Publicado em 26 de setembro de 2026
Preventivo, DNA-HPV e mamografia, texto do blog da Dra. Kennya Henriqueta

Tem mulher que faz o preventivo todo ano por hábito, tem mulher que está há anos sem fazer, e quase todas têm dúvida sobre a mamografia. As regras mudaram há pouco tempo: em 2025, o Ministério da Saúde aprovou novas diretrizes que colocam o teste de DNA-HPV como o exame principal para o rastreamento do câncer do colo do útero. Entender o que cada exame faz ajuda a não fazer exame demais nem de menos.

Em resumo

  • O preventivo procura alterações no colo do útero antes que virem câncer. Hoje ele pode ser feito pelo teste de DNA-HPV ou pela citologia, o Papanicolau.
  • Pela diretriz do Ministério da Saúde de 2025, o DNA-HPV é indicado dos 25 aos 64 anos para quem já teve atividade sexual e, se der negativo, é repetido a cada 5 anos.
  • Onde o teste ainda não chegou, segue o Papanicolau: a cada 3 anos, depois de dois exames anuais normais.
  • Na mamografia, o Ministério da Saúde rastreia dos 50 aos 74 anos, a cada 2 anos; as sociedades médicas recomendam o exame todo ano a partir dos 40.

Para que serve o preventivo

O câncer do colo do útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos de HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, mesmo sem penetração. Antes de virar câncer, ele passa por lesões que podem ser encontradas e tratadas. É isso que o preventivo faz: procura essas lesões, ou o vírus que as causa, em mulheres sem sintomas.

É um câncer frequente e evitável. O INCA estima 19.310 casos novos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, o que faz dele o terceiro mais comum entre as mulheres, sem contar o câncer de pele não melanoma.

O que mudou com o teste de DNA-HPV

A citologia, o Papanicolau, analisa as células do colo do útero ao microscópio. O teste de DNA-HPV procura o material genético dos tipos de HPV de maior risco. Em 2025, o Ministério da Saúde aprovou as novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, que colocam o DNA-HPV como exame principal. A implantação no SUS está sendo feita aos poucos, com previsão de chegar a todo o país até o fim de 2026.

Pela nova diretriz:

  • Quem faz: mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Antes dos 25 anos, o rastreamento não é recomendado.
  • Resultado negativo: o exame é repetido em 5 anos.
  • Resultado positivo: não quer dizer câncer. A maioria das infecções por HPV é passageira. O positivo leva a exames complementares, como a citologia na mesma amostra ou a colposcopia, conforme o tipo de vírus encontrado.
  • Quando parar: quando o último teste feito depois dos 60 anos vier negativo. Quem passou dos 60 e nunca fez o teste deve fazer ao menos um.

A diretriz também não recomenda fazer a citologia e o DNA-HPV juntos, o chamado coteste.

E o Papanicolau?

Ele continua valendo onde o DNA-HPV ainda não está disponível: dos 25 aos 64 anos, com os dois primeiros exames feitos com intervalo de um ano e, se os dois forem normais, a cada 3 anos. Quando o teste de DNA-HPV chega, ele substitui a citologia na data seguinte do rastreamento. Ou seja: com resultados normais, não é preciso fazer Papanicolau todo ano.

Na consulta com a Dra. Kennya, a coleta do preventivo pode ser feita no próprio consultório, e a escolha do exame leva em conta a sua idade, os resultados anteriores e a sua história.

Situações especiais

  • Gestantes seguem as mesmas regras. A coleta é segura durante a gestação, mas pode ficar para a revisão depois do parto.
  • Depois da menopausa, as regras são as mesmas. Se o ressecamento atrapalhar a leitura da citologia, pode ser indicado um creme vaginal por alguns dias antes de repetir o exame.
  • Quem retirou o útero por doença benigna, sem história de lesão de alto grau e com exames anteriores normais, pode encerrar o rastreamento. Se a cirurgia foi por lesão precursora ou câncer, a coleta continua.
  • Quem nunca teve nenhum tipo de atividade sexual não precisa fazer o rastreamento.
  • Mulheres que vivem com HIV ou com imunossupressão começam depois do início da vida sexual, repetem a cada 3 anos e não têm idade para parar.

Vacina contra o HPV: vacinada também faz preventivo

A vacina protege contra os tipos de HPV mais ligados ao câncer, mas não substitui o rastreamento: a diretriz manda seguir as mesmas regras para vacinadas e não vacinadas. No SUS, a vacina é aplicada em dose única dos 9 aos 14 anos, com resgate até dezembro de 2026 para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram. Há esquemas especiais para pessoas imunossuprimidas e, desde 2026, para mulheres tratadas de lesões precursoras do colo do útero.

Mamografia: a partir de quando?

Aqui as recomendações divergem, e vale conhecer as duas:

  • Ministério da Saúde (nota técnica de setembro de 2025): rastreamento de todas as mulheres de 50 a 74 anos, a cada 2 anos. Dos 40 aos 49 anos, sem sintomas, o SUS não restringe o exame para quem procura, desde que a mulher seja orientada sobre os possíveis benefícios e riscos.
  • Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e FEBRASGO (2023): mamografia todo ano dos 40 aos 74 anos para mulheres de risco habitual, com rastreamento complementar individualizado para quem tem risco aumentado.

Quem tem histórico familiar importante, mutação genética conhecida ou já teve alteração na mama precisa de um plano próprio, e essa conversa faz parte da consulta.

Outros cuidados que entram na rotina

  • Pressão arterial, medida em todas as consultas.
  • Glicemia: a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda rastrear o diabetes em todas as pessoas a partir dos 35 anos, ou antes se houver sobrepeso e outro fator de risco, como síndrome dos ovários policísticos ou diabetes na gestação.
  • Densitometria óssea: indicada para todas as mulheres a partir dos 65 anos, ou antes quando há fatores de risco para osteoporose. Veja mais em Dor nas articulações e ossos na menopausa.

Quando procurar a ginecologista fora da rotina

Não espere a data do próximo exame se houver:

  • sangramento durante ou depois da relação, entre as menstruações ou depois da menopausa;
  • dor na relação ou corrimento com sangue ou com mau cheiro;
  • nódulo na mama, principalmente se for duro, fixo ou estiver crescendo;
  • saída espontânea de líquido pelo mamilo, sobretudo com sangue e de um lado só;
  • pele da mama retraída ou com aspecto de casca de laranja, mudança no formato do mamilo ou caroço na axila.

Perguntas frequentes

Preciso fazer o preventivo todo ano?

Não, quando os resultados vêm normais. Com a citologia, depois de dois exames anuais normais, o intervalo passa a ser de 3 anos. Com o DNA-HPV negativo, de 5 anos. Situações especiais, como imunossupressão ou lesão já tratada, têm regras próprias.

HPV positivo quer dizer câncer?

Não. A maioria das infecções por HPV desaparece sozinha. O resultado positivo indica que é preciso investigar mais, com citologia ou colposcopia, conforme o tipo de vírus.

Quem tirou o útero precisa continuar fazendo?

Depende do motivo da cirurgia. Se foi por doença benigna, sem lesão de alto grau no histórico e com exames anteriores normais, o rastreamento pode ser encerrado. Se foi por lesão precursora ou câncer, a coleta continua.

Importante: este texto é informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso precisa de avaliação individual.

Dra. Kennya Henriqueta

Sobre a autora

Dra. Kennya Henriqueta

Médica Ginecologista · CRM-PR 44.535 · RQE 34.171

Médica ginecologista formada pela PUCPR, em Curitiba. Da primeira menstruação à menopausa, cuida da saúde hormonal e ginecológica da mulher em consultas de cerca de duas horas, presenciais no Água Verde ou on-line.

Conheça a Dra. Kennya →
Neste texto
Consulta individual2 horaspresencial no Água Verde, em Curitiba, ou on-lineAgendar pelo WhatsApp
Consulta com a Dra. Kennya

Quer conversar sobre isso com calma?

A primeira consulta dura cerca de duas horas: tempo para ouvir a sua história, avaliar com cuidado e sair com um plano claro. Presencial no Água Verde, em Curitiba, ou on-line.

Agendar pelo WhatsApp Atendimento particular · Segunda a sexta, das 8h às 20h
Blog

Continue lendo